| A alimentação influencia consideravelmente a saúde, a procriação e o crescimento de todos os animais, sendo esta verdade igualmente aplicada aos canários. Uma boa ALIMENTAÇÃO é a que reúne todos os elementos indispensáveis a um equilíbrio de vida e aumenta a resistência orgânica das aves, conduzindo ao seu bom estado de saúde ou permitindo o seu restabelecimento rápido em caso de doença. A base da alimentação dos canários é uma mistura de sementes, que se completa com verdura e fruta, papa de ovo, vitaminas e minerais. A mistura de sementes pode ser obtida em estabelecimentos comerciais da especialidade, dependendo a sua eficácia da proporcionalidade dos grãos e da idoneidade do comerciante. Há criadores que adquirem as diversas sementes em separado, fazendo posteriormente a mistura na percentagem que entendem ser a mais correcta. Existem ainda os canaricultores que dão as sementes aos seus canários em separado, isto é, cada variedade é colocada em recipiente individual. Este critério é baseado no desperdício de alimento que por vezes se verifica quando as aves deitam para fora dos comedouros grandes quantidades de sementes, ao procurarem as que são mais do seu agrado. As sementes devem ser colocadas num só recipiente, diariamente, numa mistura proporcional que se tenha decidido adoptar. Uma vez por semana como guloseima em pequena quantidade e em separado, dar uma mistura de sementes gordas, a que os ingleses chamam "prato forte". Indicam-se as sementes consideradas fundamentais para uma boa alimentação de canários, variando a sua proporção consoante as raças e os critérios do canaricultor: | |
A determinação do sexo faz-se por observação da região anal, que no macho se eleva acima do nível do abdómen (espero aperfeiçoar a técnica mas engano-me frequentemente)A melhor forma de fazer a separação dos sexos é através do canto Normalmente só cantam os machos. Apesar de algumas fêmeas conseguirem cantar não têm nem intensidade no canto nem variedade como os machos. Se é fácil encontrar um macho pelo canto o mesmo já não se pode dizer das fêmeas. Um canário pode não cantar e ser macho. (Quando estão na mudança das penas os machos também não cantam). Os criadores podem facilmente conhecer os seus canários. O contacto diário, a observação do comportamento e o facto de os machos começarem a cantar com pouco mais de um mês de idade faz com que os criadores possam marcar através de anilhas de cores diferentes os machos e as fêmeas sem qualquer margem de erro. Assim, a melhor forma de não sermos enganados no sexo dos canários é comprá-los directamente à pessoa que se dedica à sua criação (o que nem sempre é possível). |
A Caturra foi descoberta em 1792 na Austrália. Esta ave habita a região interior do país e pode ser encontrada em zonas áridas ou semi-áridas, mas perto de rios. Foi exportada para a Europa na mesma altura que o Periquito, por volta dos anos 40 do século XIX.
O nome científico da Caturra tem raízes curiosas. O género Nymphicus atribuído a esta ave reflecte o encanto que os exploradores europeus sentiram quando a descobriram pela primeira vez. Nymphicus significa, traduzido à letra, pequena ninfa. A espécie hollandicus vem de Nova Holanda, o nome dado pelos exploradores à Austrália.
A classificação desta ave é bastante discutida e testes de DNA acabaram por retirá-la da família dos Psitáceos para categorizá-la como um membro da família das Catatuas, Cacatuidae. Entre as características que mais aproximam a Caturra das Catatuas está a crista eréctil e penas na base do bico.
As primeiras mutações desta espécie apareceram mais tardiamente. Em meados do século XX surgiram as mutações Pied e Lutino. Seguiram-se a cinnamon, pearl, cabeça branca e silver.
No seu país natal, a Caturra é vista como uma praga. Com uma população elevada, atacam os campos de sementes para se alimentaram. No resto do mundo são bastante cobiçadas, sobretudo as mutações mais raras que podem atingir um preço considerável no mercado de aves. A Caturra é uma das aves de estimação mais populares, rivalizando com o Periquito e o Canário.










